Essa é uma das hipóteses dos investigadores. Acusado de estuprar bebê de 4 meses em fevereiro, estava em cela separada, jurado de morte.

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Surgem novas informações sobre o brutal assassinato de detento Rairone Moura dos Santos, 47 anos, foi morto por espancamento, conforme constatou a perícia. Acusado de estuprar um bebê de quatro meses, ele estava custodiado no presídio de Eunápolis há pouco mais de três meses. O corpo foi encontrado por volta das 19h00 de sexta-feira (1º), dentro da cela que ele dividia com outros 18 detentos. Havia muitas lesões no tórax.

De acordo com a informação que a polícia apurou junto aos agentes de disciplina da unidade prisional, por volta das 17h00, quando as celas são trancadas, Rairone ainda estava vivo. Conforme o Radar64, às 19h, conforme a investigação, os detentos pediram atendimento médico. Os agentes foram até a cela e já o encontraram morto. A cela é destinada a internos ameaçados de morte, que cometeram crimes de muita repercussão, como estupro ou pedofilia.

Para a polícia, é bem provável que Rairone teve os gritos sufocados por uma toalha ou outro tipo de tecido, pois os agentes contaram que não ouviram pedidos de socorro. Nenhum dos ocupantes da cela admitiu o crime. A polícia abriu inquérito para apurar o caso. A direção do presídio ainda não se manifestou sobre o assunto. O corpo foi periciado no Instituto Médico Legal de Eunápolis. Até o momento, nenhum familiar apareceu para providenciar a sua liberação.

Caso chocou a Bahia

Rairone estava preso desde 23 de fevereiro, cinco dias após o crime que chocou a população regional. De acordo com as investigações, ele raptou a criança da casa da mãe dela, no povoado de Santa Maria Eterna, município de Belmonte e depois a estuprou. A garotinha foi abandonada em uma estrada de terra. Localizada por um caminhoneiro, ela foi trazida para o Hospital Regional de Eunápolis, onde precisou passar por várias cirurgias. A procura ao acusado mobilizou toda a polícia. Rairone foi preso em uma mata, na localidade de Boca do Córrego, a pouco mais de 60 quilômetros de onde ocorreu o crime, que ele negava ter cometido.