Para o sucesso do evento, a PMVC investiu em uma infraestrutura que trouxesse qualidade, segurança e conforto para os artistas e para o público.

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O inverno chegou nesta quinta-feira (21) e o frio só continua. Mas a animação aumentou na segunda noite do Arraiá da Conquista e o Forró tá dando de goleada! E o prefeito Herzem Gusmão, ao lado da secretária de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Tina Rocha, foram conferir de perto essa festança realizada no Centro Glauber Rocha. “A experiência da primeira edição deu muito certo: nós economizamos os recursos públicos e valorizamos a prata da casa. Vitória da Conquista e região possuem talentosos artistas. A cidade está aplaudindo. E nós estendemos, a exemplo do ano passado, os festejos juninos para os 11 distritos da Zona Rural. Isso valoriza nossa cultura, nossas tradições e movimenta o comércio”, comentou o gestor.

A vice-prefeita Irma Lemos: “Estou encantada com a organização e com os artistas da terra”

Quem também esteve pela primeira vez no Arraiá da Conquista esse ano foi a vice-prefeita e secretária de Desenvolvimento Social Irma Lemos. Ela também falou de sua impressão sobre a festa junina realizada pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer: “Eu estou assim encantada com a organização, com os artistas e da terra, dando oportunidade a esses conquistenses. É maravilhoso”. Para o sucesso do Arraiá da Conquista, a Prefeitura Municipal investiu em uma infraestrutura que trouxesse qualidade, segurança e conforto para os artistas e para o público. Cerca de 200 funcionários de várias secretarias municipais estiveram envolvidos com a organização do evento.

Forró toma conta do Glauber Rocha

Dois pra lá e dois pra cá! O passo mais tradicional para dançar um bom forró dominou a pista do Centro Glauber Rocha nesta quinta (21), segunda noite do Arraiá da Conquista. Com “Súplica cearense” e “Boiadeiro”, o sanfoneiro Andrade de Sertânia abriu a noite de forró. O público aproveitou para relembrar os antigos barracões que eram realizados em Conquista nas décadas de 1980-90. O pedreiro Itamar Andrade lembrou de quando passava o São João no barracão da Praça da Saudade. “Dá até para matar a saudade. Gostei da programação, estamos vindo hoje pela primeira vez”, disse, acompanhado da esposa, Adriana Santos.

Banda Xamêgo da Bahia: “Nossa cidade é celeiro de artistas e isso tem que ser sempre valorizado”.

No clima, a banda Xamêgo da Bahia preparou um repertório dançante. “Predominantemente forró, forró para todas as idades e pessoas”, disse um dos vocalistas, o cantor Bruno. Ele divide o vocal com Josy e Diego. “A gente fica feliz em participar e ver na festa atrações da cidade. Nossa cidade é celeiro de artistas, isso tem que ser sempre valorizado”, disse Diego.

O cantor Paullo Barros comemorou 18 anos de carreira com sucessos de Luiz Gonzaga, Petrúcio Amorim e Accioly Neto

Já veteranos no São João conquistense, Paullo Barros e Rege de Anagé entraram no palco em seguida. Com o show “Pra Xamegar”, Barros comemorou seus 18 anos de carreira com sucessos de Luiz Gonzaga, Petrúcio Amorim e Accioly Neto. Rege seguiu a mesma linha e trouxe clássicos dos festejos. “O São João de Conquista tem uma projeção nacional, fico feliz em participar mais um ano, aqui é a porta do Nordeste e no nosso repertório tem o que o povo gosta, um forró bom para dançar”, comemorou o cantador.

Rege de Anagé trouxe clássicos dos festejos: “fico feliz em participar mais um ano. Aqui é a porta do Nordeste”.

Nova geração

A cantora Robertinha encerrou a noite mostrando que a nova geração de forrozeiros também sabe fazer o povo dançar. “Essa festa é uma iniciativa muito importante para nós que somos daqui da cidade, da região, mas também para as famílias que vêm prestigiar o forró tradicional. Me sinto muito à vontade e sou muito feliz por participar desse evento maravilhoso”, agradeceu a cantora, que levou energia e simpatia para fazer um show bastante dançante.

A cantora Robertinha encerrou a noite: “Me sinto muito à vontade e sou muito feliz por participar desse evento maravilhoso”

O público, de todas as idades, curtiu cada minuto. “Adorei, a festa está dez, maravilhosa, vou vir amanhã também”, revelou Maria Vitória Meira, conquistense que mora em São Paulo há 35 anos e veio pela primeira vez ao Arraiá da Conquista. “Vou voltar todo ano, agora”.

O sertanejo Andrade de Sertânia abriu a noite de forró

Vila Junina: Memória, comida e forró

São João no interior parece ser mais tradicional, mais aconchegante. E buscando preservar essa identidade regional é que, no Arraiá da Conquista, a Prefeitura da terceira maior cidade da Bahia edifica um clássico lugarejo rural: a Vila Junina. Lá, tem fogueira, casinhas de pau a pique, produtos de chita e até uma igrejinha muito convidativa. Heitor e Leila Correa se surpreenderam com o local e aproveitaram para tirar uma selfie em frente a paróquia. “Aqui dá para a gente voltar uns 50, 30 anos atrás e enxergar o arraiá como era nos povoados de Iguá e Baixa do Arroz. Era desse jeitinho aqui”, disse o autônomo, que ainda ressaltou a mudança de local do espaço: “Achei a nova disposição muito boa”. 

O casal Heitor e Leila Correa: “há 30 anos atrás, o arraiá era desse jeitinho aqui”

E com a Copa do Mundo de Futebol rolando ainda tem forrozeiro que canta: “Hoje sonhei que estava em Moscou” e “Vi dois siris jogando bola”. Pode isso, Arnaldo? Claro que pode! Afinal, os artistas são prata da casa. “Simplesmente um sonho realizado. A Prefeitura está de parabéns porque são poucas as administrações que investem em atrações locais e aqui ainda se preserva o forró pé de serra, do xaxado e do baião”, comentou Givanildo, cantor da banda Forró Lascado, que se apresentou pela primeira vez no Arraiá da Conquista. 

Iancá Mendes e seu bebê Braian: “Nós já conhecemos as músicas, é muito melhor”

Com palco quase rente ao chão da Vila, os visitantes veem de perto a satisfação do artista ao contemplar a empolgação dos dançarinos. E dançar não tem idade! Empolga dos idosos aos bebês. Braian, por exemplo, tem um ano e sete meses e já dava seus primeiros passos no forró com sua jovem mãe, Iancá Mendes. “Prefiro a Vila Junina porque a música é mais antiga, melhor para dançar. Nós já conhecemos as músicas, é muito melhor”, afirmou a mamãe coruja.

Ivonice Batista sempre vende suas cocadas, canjicas e quentão na Vila Junina

Comida gostosa, renda extra

Outro antigo costume provado e aprovado são as iguarias típicas da época junina. Além de bem saborosas, incrementam a renda de pequenos empreendedores. Ivonice Batista sempre vende suas cocadas, canjicas e quentão na Vila Junina. “O espaço é muito bonito. Fico na expectativa o ano inteiro de trabalhar aqui. É um ganho a mais que a gente tem, que a Prefeitura favorece e a gente agradece. Tem muitos anos que trabalho aqui e com muito amor porque sou bem acolhida”.  Já a Associação Conquistense para Atendimento Especializado à Pessoa Autista (ACAEPA) estreia no Arraiá da Conquista, vendendo caldos e outras comidas. “Hoje está bem cheio e muitas pessoas vieram saber sobre a associação, que sobrevivem de doação, e quanto mais gente souber, melhor é: além de arrecadar com as vendas, as pessoas ajudam depois”, afirmou Raíra Sâmela, funcionária da Associação.  

A Vila Junina do Arraiá da Conquista: o melhor do interior na terceira maior cidade da Bahia