O casal que morreu após cair de paramotor em Caldas Novas, região sul de Goiás, foi identificado como Vitória Carolina Gonçalves, de 21 anos, e Marley de Sousa Rego, de 35. Os dois eram noivos e se casariam na manhã desta quarta-feira (14) em um cartório da cidade. Os corpos deles foram encontrados também nesta manhã em uma mata às margens da GO-309. Segundo o Corpo de Bombeiros, o casal decolou da cidade na tarde de terça-feira (13), rumo a uma fazenda em Pires do Rio. O casal chegou a se reunir com amigos para comemorar o casamento. Assista a reportagem:

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Um vídeo chegou a ser feito pelo casal, momentos antes da queda, que pode ter acontecido ainda no início da noite desta terça, segundo o Corpo de Bombeiros. Informações passadas à polícia dão conta que cerca de 30 minutos depois da decolagem, o casal perdeu o contato que fazia com os amigos. As buscas pelos dois começaram ainda durante a noite. “Um amigo deles nos informou que percebeu que o casal não tinha chegado ao destino. Então, hoje [quarta] pela manhã, fizeram um voo pela rota que eles teriam feito e encontrou o parapente”, disse o major Adriano Lourenço dos Santos, subcomandante dos bombeiros.

Destroços do paramotor ficaram espalhados pelo local. As causas do acidente vão ser investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Mas segundo o Corpo de Bombeiros, um dos equipamentos de proteção pode ter se desprendido. Familiares disseram que Marley havia feito um curso de instrução há pouco mais de seis meses e que essa seria a segunda vez que o casal sobrevoava junto. Eles viajariam nesta quarta para São Paulo, onde passariam a lua de mel. Os corpos dos dois foram levados para o Instituto Médico Legal (LML) de Caldas Novas na tarde desta quarta. Eles foram sepultados na manhã desta quinta-feira (15).

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Segundo a Associação Brasileira de Paramotor, os pilotos de paratrike, modelo o qual os dois voavam, precisam fazer um curso de 40 horas em escolas autorizadas. São essas instituições que emitem o certificado de habilitação. Os pilotos também precisam fazer uma prova sobre o espaço aéreo na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Em nota, a Associação Goiana de Paramotor lamentou a morte do casal e disse que o acidente passará por investigação para dizer o que realmente aconteceu. A nota fala ainda que tanto o “parapente quanto o paramotor são esportes extremamente seguros se praticados da forma correta”.

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