A Avon anunciou na noite desta sexta-feira a demissão da executiva Mariah Corazza Üstündag, de 29 anos. A demissão ocorreu após a descoberta de que a ex-funcionária mantinha em sua casa uma mulher idosa em condição análoga à escravidão. Mariah é filha da cosmetóloga Sônia Corazza, conhecida consultora na indústria de produtos de beleza.

“Com grande pesar, a Avon tomou conhecimento de denúncias de violação dos direitos humanos por um de seus colaboradores. Diante dos fatos noticiados, reforçamos nosso compromisso irrestrito com a defesa dos direitos humanos, a transparência e a ética, valores que permeiam nossa história há mais de 130 anos. Informamos que a funcionária não integra mais o quadro de colaboradores da companhia. A Avon está se mobilizando para prestar o acolhimento à vítima”, disse a empresa, em nota enviada ao UOL.

Segundo o MPT, a idosa trabalhava para a família desde 1998, quando Sônia contratou a mulher como empregada doméstica. Por 13 anos, a mulher trabalhou sem registro em carteira, sem férias e sem décimo terceiro salário. De acordo com o relato da vítima, a situação piorou em 2011, quando a casa dela desabou e ela passou a morar de favor na casa da mãe de Sônia. A mulher continuou trabalhando como empregada, mas não recebia mais um salário.

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Avon demite mulher que manteve idosa em estado análogo à ...

Mariah Corazza Üstündag chegou a ser presa em flagrante na quinta-feira (18), mas foi solta após pagar fiança de R$ 2,1 mil. O marido dela, Dora Üstündag, de 36 anos, também foi indiciado pela Polícia Civil. Na quinta-feira (25), os três tiveram os bens bloqueados pela Justiça do Trabalho em São Paulo. O valor do bloqueio chega a R$ 1 milhão. A pedido do Ministério Público do Trabalho a Justiça também determinou a liberação de três parcelas do seguro-desemprego para a vítima. No âmbito criminal, Mariah e Dora foram indiciados por redução a condição análoga à de escravo, abandono de incapaz e omissão de socorro. Sônia só foi denunciada na ação trabalhista. O advogado Eliseu Gomes da Silva afirmou à Folha que a família não vai se manifestar neste momento sobre o que aconteceu.