A Polícia Civil investiga o furto do espólio da representante comercial Érica Fernandes Alves Ceschini, torcedora palmeirense que foi morta a facadas pelo marido corintiano, Leonardo Souza Ceschini, após uma suposta briga por futebol, em 31 de janeiro, no apartamento do casal no bairro São Domingos, Zona Oeste da capital.

O sogro da vítima e pai do assassino é o principal suspeito de levar o carro dela, duas TVs, um micro-ondas, eletroeletrônicos e joias. O furto foi cometido enquanto o corpo da representante comercial era velado e sepultado no dia 1º de fevereiro. Até a última atualização desta reportagem, nesta segunda-feira (8), os bens da vítima ainda não tinham sido devolvidos. Também não foi informado porque eles foram levados. O assassino, no entanto, continuava preso, mas permanecia internado num hospital por causa dos ferimentos. A faca que ele usou foi apreendida.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado por parentes da representante comercial assassinada, o sogro de Érica e outras pessoas levaram os bens estavam dentro do apartamento onde o casal morava com os filhos gêmeos de 2 anos. Até o celular da vítima e documentos das crianças foram furtados por uma mulher que seria advogada da família do marido. Os meninos estão provisoriamente com os avós maternos. Procurado pelo G1, o autônomo não havia comentado o assunto até a publicação desta reportagem. Por telefone, o sogro de Érica havia dito pela manhã que não poderia falar. “Estou dirigindo. Só poderei falar ao final da tarde”, falou.

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A reportagem não conseguiu contato com a mulher citada no registro policial feito no 33º Distrito Policial (DP), Pirituba, como sendo a advogada responsável por levar do imóvel o telefone de Érica e documentos dos filhos. Aline Fernandes contou ao G1 que notou o desaparecimento do Jeep Renegade 2015 da irmã quando foi à residência após o sepultamento de Érica. Ela ainda filmou como a casa ficou sem os televisores e outros objetos levados (veja acima). A família de Leonardo não teria ido ao velório ou enterro. A irmã de Érica falou à reportagem que o sogro confessou ter retirado o veículo e pertences da nora do local. Ela mostrou a conversa que teve com o sogro da irmã pelo aplicativo de mensagens por celular WhatsApp. No diálogo, ela pergunta ao pai do assassino o que ele retirou da casa. “Não está comigo, está com o advogado”, escreveu o homem em uma das mensagens.

Para Aline, ele agiu com frieza ao entrar na residência onde o filho dele matou a mulher. Segundo ela, o sogro de Érica e outras pessoas que o ajudaram deixaram pegadas sob o sangue que estava no piso da cozinha, onde a representante comercial foi morta a facadas. “Eles não fizeram questão de limpar, passaram por cima do sangue da minha irmã apenas para pegar os eletrodomésticos.” Segundo Aline, o porteiro do prédio lhe contou que Alexandre não furtou o espólio de Érica sozinho. Ele foi acompanhado de outros parentes. “Infelizmente a câmera do prédio não estava gravando naquele dia”, disse a irmã da vítima. “Queremos que eles devolvam tudo, principalmente o celular de minha irmã, que chegaram a dizer que devolveriam à polícia, mas isso não foi feito”, pediu Aline. “Parece que muitas vezes, que para eles, minha irmã não foi assassinada, e sim está acontecendo apenas uma separação, onde os bens estão sendo divididos. Eles dizem que o que furtaram da casa 50% é do autor do crime”. Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o 33º DP “realiza diligências para esclarecer todas as circunstâncias do crime” de furto dos bens de Érica. Sobre o assassinato cometido por Leonardo, a pasta informou que a prisão preventiva do empresário foi decretada e que “o inquérito policial foi relatado e encaminhado à Justiça”.

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